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INTIMIDADE

Isabel II
Uma vida, um reinado
por Luísa Paiva Boléo

Com um sentido do dever que a leva a ultrapassar todas as tragédias pessoais com uma contenção muito britânica, a rainha de Inglaterra cumpre 50 anos de reinado. Um Jubileu de Ouro.

 

50 anos passo a passo

1952. A 4 de Novembro, Isabel II presidiu à primeira abertura do Parlamento do seu reinado. Em 50 anos, apenas não o fez nos anos de 1959 e 1963. Há uma coroa e um traje específicos para esta cerimónia.

1953. Em Novembro, Isabel II e o marido fizeram a primeira grande viagem (cinco meses e meio) aos países da Commonwealth: Canadá, Bermudas, Jamaica, Ilhas Fidgi, Panamá, Tonga, Ilhas Coccos, Ceilão, Aden, Líbia, Malta, Gibraltar. Na Nova Zelândia e na Austrália, o casal real permaneceu três meses. Visitaram ainda a África do Sul e o norte dos EUA.

1956. Em Abril, a rainha recebeu Nikita Khrushchev, da URSS. O dirigente soviético escreveria nas
suas memórias que a monarca britânica "era o género de rapariga que qualquer rapaz gostaria de
encontrar a passear na Rua Gorky, num fim de tarde de Verão".

1957. Em Fevereiro, a jovem soberana e o marido estiveram cinco dias em visita de Estado a Portugal. Foram recebidos pelo Presidente da República, general Craveiro Lopes, e mulher. Foi oferecido à rai-nha um cavalo de raça lusitana, de nome Buçaco. Isabel II esteve também no Mosteiro de Alcobaça, tendo visitado os túmulos de Pedro e Inês, de quem conhecia a história. Também ali está sepultada a que foi rainha de Portugal, D. Filipa, da Casa de Lencastre, que era inglesa.

1959. O Presidente dos EUA, general Eisenhower, e mulher visitam a monarca no castelo de Balmoral. Ike, como era conhecido o Presidente, era um ve-lho amigo de Jorge VI e tratava a rainha como se fosse uma "sobrinha" querida, o que não desagradava a Isabel. Sabe-se pelas cartas que trocaram que a rainha lhe mandou a receita da barbecue que tinham degustado em Balmoral.

1961. Em Junho, o Presidente dos EUA, John Kennedy, e a elegante Jackie visitaram a rainha, que gostou muito da senhora Bouvier. No ano seguinte, a rai-nha convidou pessoalmente Jacqueline para uma visita privada.

1965. No dia 26 de Outubro, os Beatles foram condecorados por Sua Alteza Real, em Buckingham Palace. O mundo exultou, porque já nada faltava à mais famosa banda rock do mundo!

1969. As primeiras férias de Verão de Isabel II e família fora do país, em Agosto. Viajaram no iate Britânia até aos fiordes da Noruega.

1971. Em Outubro, o velho imperador do Japão, Hirohito, e a imperatriz visitaram a rainha. Foi a primeira visita de um monarca japonês desde a Segunda Grande Guerra.

1977. Comemorou-se o Jubileu de Prata do reinado de Isabel II, com festas, exposições e o esplendor a que os ingleses nos habituaram.

1978. O Presidente da República portuguesa, António Ramalho Eanes, e a mulher visitaram oficialmente o Reino Unido.

1981. Uma verdadeira revolução na vida da família real: o príncipe Carlos casou com a jovem e muito bonita lady Diana Spencer, que até 1997, data da sua trágica morte, seria a verdadeira "rainha", em popularidade e glamour, do Reino Unido.

1982. Dois acontecimentos importantes da História de Inglaterra: a primeira visita de um Papa e a viagem de Isabel II à China - a primeira de um monarca inglês. Desde que Henrique VIII, em 1531, cortou a ligação com a Igreja de Roma e se assumiu como chefe supremo da Igreja de Inglaterra, as duas igrejas não se encontravam em território britânico. João Paulo II teve esse privilégio.

1983. A rainha viajou para a Índia, onde concedeu a Ordem de Mérito a Madre Teresa de Calcutá, pelo seu empenhamento na melhoria das condições de vida das crianças pobres de Calcutá. Indira Gandhi, então primeira-ministra, conversou com a rainha em Nova Delhi sobre cooperação tecnológica e desenvolvimento.

1985. Portugal teve mais uma vez a honra de receber Sua Majestade, numa visita semi-privada. A rai-nha visitou Sintra.

1989. Em Abril, o presidente da URSS, Mikhail Gorbachev, almoçou com a rainha no Castelo de Windsor. Este foi o ano da queda do Muro de Berlim, provavelmente o mais importante acontecimento da segunda metade do século XX.

1992. O annus horribilis para a rainha. Os casamentos dos dois filhos Carlos e André desmoronaram-
-se. Em 9 de Dezembro, foi anunciada oficialmente a separação dos príncipes de Gales. E para terminar o ano, um pavoroso incêndio destruiu grande parte do Castelo de Windsor, o que deixou a rainha inconsolável. O Castelo foi imediatamente restaurado.

1997. Pode dizer-se que o mundo ocidental parou ao ouvir a notícia da morte trágica de Diana de Gales, em Paris, no dia 31 de Agosto, na sequência de um aparatoso acidente de automóvel. Isabel II foi quase "forçada" pelo primeiro-ministro Tony Blair a regressar de férias e a mandar pôr a bandeira a meia-
-haste no seu palácio, porque a reacção popular foi de enorme indignação enquanto a rainha não apareceu a demonstrar o seu pesar.
Neste mesmo ano, foi inaugurado o real website: www.royal.gov.uk.

1999. Em Junho, o filho mais novo de Isabel II
casou com Sophie Rhys-Jones. E Hong Kong deixou de pertencer ao Reino Unido. Em contrapartida, Moçambique entrou para a Commonwealth.

2000. O acontecimento do ano, na família real,
foram as comemorações, em Agosto, dos 100 anos da rainha-mãe, amada e respeitada por todos e um verdadeiro ícone do país.

2002. Depois de dois grandes desgostos, as mortes da irmã e da mãe, Isabel II comemora o seu Jubileu de Ouro, numa altura em que a "cotação" da monarquia está em alta, após a grande manifestação de pesar dos seus súbditos pela morte da rainha-mãe.

Com 76 anos de idade e 50 de reinado, Isabel II recordará certamente os momentos-chave da sua vida. A inesperada coroação do pai, por abdicação do irmão mais velho, em Maio de 1937. O dia do seu casamento por amor, em Novembro de 1947. O nascimento do seu filho Carlos, futuro herdeiro do trono, em 1948. A sua coroação, em Junho de 1953. As bodas de prata como monarca, em 1977. E este ano de 2002, quando completa 50 anos de reinado. Apenas três reis (Henrique III, Eduardo III, Jorge III) e a rainha Victória celebraram o jubileu de ouro.
A coroação de Isabel II, em 1953, foi a mais ma-gnificente cerimónia que o século XX terá presenciado, não esquecendo que foi a primeira vez que a televisão levou ao público um evento desta importância, cuidadosamente planeado e executado pela BBC, depois do acordo do arcebispo de Cantuária e do primeiro-ministro Winston Churchill. Nessa altura, Isabel II era também chefe de Estado de países da Commonwealth - Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Paquistão e Ceilão.
Os números falam por si. O cortejo percorreu perto de 12 quilómetros, desfilaram a pé e a cavalo 13 mil homens, 39 bandas de música, e sabe-se que um milhão de pessoas entrou em Londres. A maioria pôde ver monarcas de todas as latitudes nas 37 carruagens que desfilaram, como se uma história de encantar se tivesse, por magia, tornado realidade. Estima-se que 27 milhões de pessoas, espalhadas por vários países da Europa e nos EUA, terão visto a coroação no pequeno ecrã.

"Em 1953, o embaixador de Portugal em Londres era Rui Ulrich, casado com a conhecida escritora Veva [Genoveva] de Lima, filha de um dos 'Vencidos da Vida', o Lima Mayer. Eu era na altura conse-lheiro da Embaixada. Portugal ocupava, na chamada linha de precedência, o décimo segundo lugar. Daí que, no dia da cerimónia da coroação, na Abadia de Westminster, o nosso lugar fosse muito perto do local por onde passou a rainha e todo o cortejo da coroação. Era obrigatória para os homens a casaca ou farda e as senhoras levavam tiara nos cabelos e vestido comprido. Fomos, a minha mulher e eu, muito cedo para a Abadia, eram oito horas da manhã, e a cerimónia só acabou às quatro da tarde, se bem que a coroação em si tivesse demorado 'apenas' três horas." O embaixador Albano Nogueira, presentemente decano dos embaixadores portugueses, nos seus espantosos 90 anos de memória e gosto por conversar, recordou para a Máxima não só como foi extraordinário ter estado presente na coroação de Isabel II, em 2 de Junho de 1953, como noutros importantes encontros e conversas com a rainha.
"Londres pedira expressamente que as delegações dos países fossem bastante reduzidas, dado os inúmeros países que iam estar presentes, numa cerimónia sem precedentes. Portugal apenas enviou o ministro dos Negócios Estrangeiros, o professor Paulo Cunha, que foi com a mulher, mas a Maria Amélia Cunha teve de ficar num lugar afastado do marido. E foram mais dois representantes de Portugal."
Na coroação, estiveram 7500 convidados. Havia 25 médicos em serviço permanente, para qualquer eventualidade. O vestido da rainha foi criado por Norman Hartnell, em cetim marfim, bordado com 10 mil pérolas e muitas jóias. Levou três mil horas a executar.

Na Abadia de Westminster, a 2 de Junho de 1953, o então conselheiro da Embaixada de Portugal, Albano Nogueira, hoje decano dos embaixadores portugueses, e a mulher (à esquerda, na imagem) assistem à cerimónia da coroação da rainha Isabel II. Tal como os outros convidados, recebeu a medalha comemorativa

Voltando um pouco atrás, recorda o embaixador Albano Nogueira: "Em 1952, Londres era uma cidade escura e feia. As imensas chaminés das casas com aquecimentos a lenha deixavam a fuligem agarrada às paredes, por fora, e tudo isto era agravado pelo clima húmido. A poluição transformara Londres numa cidade escura e sem bri-lho. Para a coroação foi realizado um imenso trabalho, de modo a melhorar o aspecto da cidade no dia 2 de Junho de 1953." Em pouco mais de um ano - desde que Isabel II subira ao trono, por morte do pai, a 6 de Fevereiro de 1952, até Junho de 1953 - Londres transformou-se, dando lugar a uma cidade luminosa e limpa. Londres estava lindíssima para a coroação." Esperavam-se muitos milhares de turistas porque, ontem como hoje, a monarquia britânica é francamente rentável.

Isabel Alexandra Maria nasceu no n.º 17 da Bruton Street, em Londres, a 21 de Abril de 1926, às duas horas e 40 minutos. Filha dos duques de Iorque, isto é, do segundo filho do rei Jorge V, a princesa Isabel foi baptizada com água do Rio Jordão (onde Cristo foi baptizado). Os pais partiram em viagem durante seis meses, quando Isabel tinha apenas quatro meses. E no regresso, a mãe ficou maravilhada com a sua pequenina, que estava tão crescida. Abraçou-a e beijou-a, cheia de saudades.
A infância e a juventude de Isabel e da irmã Margarida, nascida em 1930, foi igual à de qualquer menina aristocrata inglesa, educada e acari-nhada por amas. A mãe (a rainha-mãe) gostava de vestir as filhas de branco. Isabel começou logo a ser tratada por Lisbet, e depois por Lilibet - até hoje, para os mais íntimos. A família mudou-se para o n.º 145 de Piccadilly e convivia com amigos. Aos quatro anos, Isabel teve como presente de aniversário o seu primeiro pónei e a sua paixão pelos cavalos começou aí. Teve logo professores de equitação. Com o tempo, tornou-se uma verdadeira entendida em cavalos, que monta com frequência, tendo também os seus cavalos de cor-rida para as competições, onde alguns jockers já lhe deram vários prémios. Além disso, a rainha tem uma verdadeira colecção de brinquedos, gravuras e toda a espécie de objectos sobre cavalos.
É sabido que as princesas Isabel e Margarida tiveram um ambiente familiar de grande ternura e bastante liberdade. Os pais não queriam que as filhas fossem "intelectuais". Ti-nham professores apenas sete horas por semana. No entanto, os pais davam importância a que tivessem aulas de educação física. Era a rainha Mary, viúva de Jorge V, quem verdadeiramente velava para que as princesas estudassem e lessem o essencial. Era mesmo ela que lhes escolhia os melhores contos infantis e, quando os pais de Isabel e Margarida estavam ausentes, era ela quem levava as netas a conhecer o Observatório de Greenwich, a visitar os animais do Zoo e a ver o Banco de Inglaterra. A avó Mary tinha verdadeiras preo-cupações pedagógicas.

Quando o pai de Isabel e de Margarida subiu ao trono, tiveram de mudar de residência: nada mais, nada menos, do que para Buckingham Palace, com grande desgosto de Isabel, que terá perguntado: "O quê, mudar para sempre?" Isabel era Guia (escuteiros no feminino) e passou a fazer as reuniões à quinta-feira numa sala do Palácio, no Inverno, e nos jardins, no Verão. Quando já se sabia que ia ser rainha, começou a ter lições de História da Grã-Bretanha, de Francês e de História Institucional. Duas vezes por semana, ia ao Eton College, junto ao Castelo de Windsor, para aprender literatura francesa e História da Europa, sendo a professora a viscondessa de Bellaigue. Diz-se que também teve lições elementares de culinária.

O ano de todas as desgraças matrimoniais dos royals, 1992, ou annus horribilis para a rainha, culminaria com o grande incêndio do Castelo de Windsor, que ficou parcialmente destruído. Este desaire, contudo, seria rapidamente ultrapassado com a reconstrução do monumento.

As princesas Isabel e Margarida tiveram uma infância bastante solitária, porque praticamente só conviviam com os pais, primos e primas, também membros da família real. A princesa Isabel, aos 14 anos, participou num programa da BBC para as crianças. Há fotografias das duas princesas a participarem em instituições de solidariedade social e em inúmeras actividades cívicas, durante e depois da Segunda Guerra Mundial. São unânimes os historiadores que afirmam que a atitude dos reis ingleses durante a Guerra foi marcante para o prestígio da monarquia, porque ficaram em Londres, apesar dos bombardeamentos, que atingiram mesmo parte do palácio. As princesas mudavam regularmente de residência, por motivos de segurança.
Em 1943, Isabel obteve o primeiro prémio num concurso de equitação e, no ano seguinte, aos 18 anos, teve a responsabilidade de ser Consellor of State durante a viagem dos pais a Itália. Fez então a sua primeira visita oficial à Escócia. Em 1944, viajou pela primeira vez de avião quando visitou a Irlanda do Norte. Depois da Guerra, passou a ter inúmeras actividades como herdeira do trono, tendo pro-
ferido o seu primeiro discurso no encontro anual no Queen Elizabeth Hospital para crian-ças, em Hackney.

Embora Isabel e Filipe já se conhecessem há vários anos, apenas casaram a 20 de Novembro de 1947. Ambos descendem da rainha Victória. O príncipe Filipe já tinha estado no casamento dos duques de Kent (primos da rainha), em 1934, e na coroação de Jorge VI, em 1937. Em 1943, Filipe foi formalmente convidado pelos duques de Iorque para passar o Natal no Castelo de Windsor. Terá sido então que o namoro começou.

Chegada de Isabel II ao Montijo, a 16 de Fevereiro de 1957, aquando da sua primeira e mais importante visita de Estado a Portugal, que se prolongou por cinco dias. A rainha e o marido foram recebidos pelo Presidente da República, general Craveiro Lopes, e sua mulher

A história do seu casamento não foi, no entanto, tão linear como poderia parecer, embora Isabel se tivesse apaixonado por aquele elegante oficial da Armada desde o primeiro momento em que conversou com ele, em Julho de 1939, quando a família real visitou o Royal Naval College, em Dartmouth - porque alguns membros da corte e do Governo puseram entraves à nacionalidade do príncipe.
Filipe era filho de reis e, segundo os genealogistas, mais royal até que a princesa Isabel. Embora tivesse vivido no exílio e tido uma educação inglesa, na altura do noivado houve vozes discordantes que diziam que Filipe era grego. Foi o tio materno, lord Luís de Mountbatten, que decidiu tomar a seu cargo o futuro de Filipe, porque o pai verdadeiro, o rei André, morreu em 1944. Filipe estudou para oficial da Marinha em diversas academias, entre elas a de Dartmouth. Quando casou, optou pelo apelido Mountbatten, tendo renunciado aos títulos gregos.
Quando os mais críticos sobre o casamento de Filipe com Isabel descobriram que todos os descendentes dos eleitores de Hanôver, nomeadamente de Sofia, eram súbditos britânicos, cederam. Assim, a 9 de Julho de 1947, o rei Jorge VI disse: "É com o maior prazer que o rei e a rai-nha anunciam o noivado da sua querida filha muito amada, a princesa Isabel, com o guarda-
-marinha Filipe de Mountbatten, filho do falecido príncipe André e da princesa Alice. A esta união, o rei concede o seu consentimento, com muita alegria."

Casaram em Novembro de 1947. Depois nasceram os filhos, Carlos e Ana, e em 1952, Isabel, princesa de Windsor, ascendeu ao trono com o título de Isabel II da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.
O embaixador Albano Nogueira, curiosamente, conheceu a futura rai-nha ainda solteira. "A primeira vez que fui apresentado à princesa Isabel foi em 1947, na África do Sul, quando as duas princesas acompanharam os pais numa viagem. Havia fortes relações da África do Sul com Moçambique [então colónia portuguesa]. Estava longe de adivinhar que presenciaria a sua coroação e que, no 25 de Abril, me encontraria em Londres como embaixador de Portugal."
Em Janeiro de 1947, o Comité Internacional dos Artistas de Nova Iorque considerou Isabel II uma das mais "glamorosas" mulheres do mundo e, em Março, a revista Time elegeu-a Mulher da Semana, voltando a distingui-la em 1952 como Mulher do ano.
Isabel II e o duque de Edimburgo, depois de terem, durante anos, sido pais apenas de Carlos (1948) e de Ana (1950), deram uma grande alegria à maior parte dos sú-bditos de Sua Majestade com o anúncio do nascimento do terceiro filho, André, em 1960, e depois de Eduardo, em 1964.
Em 1977, festejaram-se com pompa e circunstância os 25 anos de reinado da rainha, numa época em que a monarquia britânica "estava na moda", como os Beatles. Desde a coroação que a rainha Isabel e a família real têm uma relação de amor-ódio, ou melhor, de veneração-indiferença com os média ingleses.
Nas últimas décadas do século XX, Isabel II viu-se confrontada com vários acontecimentos dramáticos, como é conhecido. E as recentes mortes da irmã e da mãe vieram dar uma nota triste ao ano do seu Jubileu. Contudo, os festejos previstos não sofreram alterações. Os ingleses irão ter um fim-de-semana prolongado de 1 a 4 de Junho, porque a inauguração oficial do Jubileu será no dia 2, numa cerimónia na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor. Isabel II mostrará então ao mundo que a monarquia britânica é forte e que, enquanto os ingleses quiserem, haverá rainha.
E provavelmente, em breve, um rei.

A Máxima agradece ao embaixador Albano Pires Fernandes Nogueira toda a colaboração prestada.

 

 



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