Assinar Revista | PDA
Newsletter
Directório:  Acessórios | Beleza | Calçado | Vestuário | Marcas | Vestuário

  Home
  Moda
  Especial
  Tendências
  Shopping
  Shows
  Moda em notícia
  Crónica
  Directório de Lojas
  Beleza
  Tendências
  Shopping
  Noticias
  Mulher & Carreira
  Sociedade
  Intimidade
  Celebridades
  Saúde
  Corpo e Alma
  Saúde em notícia
  Canal Nutrição
  Família
  Estrela do Mês
  Dossiers
  Fala-se de...
 As nossas escolhas
  Lazer
  Livros
  Cinema
  Música
  Palcos & Artes
  Vídeo/DVD
  Espaços Abertos
  Decoração
  Directório de Lojas
  Casas e Interiores
  Especiais
  Horóscopo
  Correio
  Fórum
  Actualidade
  Beleza
  Moda
  Contactos
  Notícias por RSS
  Jogue on-line
  Acção
  Desporto
  Plataformas
  Puzzle
  Shoot´Em Up
  Máxima PDA
Pesquisar

 
Subscrever Máxima




MULHER & CARREIRA

Quando Kiss Me chegar às salas de cinema, a modelo Marisa Cruz apagará a imagem ofuscante das passerelles. Ver para crer.

Por Paulo Portugal
Fotografias de Estúdios V.E.R.

 
Não há como evitá-lo. Quando Marisa Cruz assume o look de Marilyn Monroe, no filme de António da Cunha Telles, Kiss Me, é difícil não ficarmos boquiabertos de espanto pelas semelhanças. Será esta uma construção da memória cinéfila do realizador e produtor ou uma revelação – um nascimento? – de algo que já pertencia à modelo e, agora também, actriz? A questão é difícil e provavelmente só será esclarecida com o visionamento do filme.

Uma coisa é certa: por alguns momentos, a cidade de Tavira dos anos 50 como que se transforma numa espécie de Hollywood dos nossos sonhos. E faz reviver algumas histórias de amor impossível, com homens marcados pelo passado e mulheres fatais. Marilyn é o ícone, mas sente-se ainda a presença de Lana Turner e até de Gene Tierney, através da subtileza do nome escolhido, que é também uma quinta-essência do film noir.
E eles? Também lá estão, claro. Mas mais do que um excelente cast de actores, encabeçado por Manuel Wiborg, Rui Unas, Nicolau Breyner e Marcantonio Del Carlo, percebe-se ainda a revelação de outra (inesperada) actriz, Clara Pinto Correia.

Para Marisa Cruz, este filme poderá ser a rampa de lançamento para voos mais altos. É verdade que um filme não faz uma actriz, mas o caminho, esse, está aberto.


Marisa Cruz, que tem trabalhado como modelo, considera que o teatro e o cinema já fazem parte da sua vida, embora só recentemente tenha dado os primeiros passos como actriz.
Parabéns pelo seu filme. Ficou satisfeita com o resultado?
Quando o realizador fica satisfeito, uma actriz sente que tornou uma personagem realidade. Gostava de ter a opinião das pessoas. Durante meses, depois da rodagem, só pensava nisso.

Vai ficar nervosa com a estreia?
Claro... Mas estou mais na expectativa de saber a opinião do público e da crítica do que propriamente nervosa.

Mais do que antes de saber o veredicto que a consagrou Miss Portugal?
Pergunte-me no dia da estreia.

Como foi que surgiu esta oportunidade de se estrear como actriz?
Fui convidada para um casting pelo realizador António da Cunha Telles e durante quase um Verão, entre ensaios e testes, aguardei ansiosa, entre outras candidatas, a oportunidade. Fiquei muito feliz quando o António me escolheu, mas também nervosa com o peso da responsabilidade. No entanto, senti que ele tinha muita confiança em mim e isso acalmou-me.

Considera-se já uma actriz?

Estou a começar… embora tenha, entretanto, participado numa peça de teatro. Acho que ainda tenho um longo percurso à minha frente.

Teve alguns estudos de representação?
Trabalhar com o António da Cunha Telles, que me dizia para ser eu própria, para ser natural e me deixar ir…

Gostaria de poder seguir também esta carreira?
O teatro e o cinema fazem agora parte da minha vida. Sempre vivi fascinada pelo cinema. Desde criança. Agora, estou mais próxima da realidade.

O que acha que procura Laura? Amor, carinho, compreensão?
Procura tudo isso e também liberdade. Mas, às vezes, é difícil conciliar tudo. E é o que se passa com a própria Laura. Perde-se por entre o desejo, mas nunca pára de lutar por uma felicidade.

Concorda que a personagem de Laura é intemporal? Que revela, de certa forma, parte da condição feminina?
Laura é, para Tavira, um mito, como Marilyn o é para o mundo. As mulheres são intemporais, enquanto não caem no esquecimento. Para mim, são-no enquanto forem amadas.

De que forma o António da Cunha Telles a ajudou a entrar nesse papel?
Obrigando-me a ser natural. E aconselhou-me a ver todos os filmes de Marilyn.

Como foi trabalhar com ele?
Óptimo, é uma pessoa muito acessível, que nos põe à vontade para representar, que trabalha muito as personagens e exige que contribuamos com muito de nós mesmos.

Gostava também que falasse um pouco acerca dos vários homens de Laura. Sem esquecer a forma como encarou o trabalho individual de cada um dos actores.
Laura é amada por todos. De forma possessiva pelo Manuel Wiborg, desenvolvendo uma paixão irracional e quase ilegal. Uma loucura, mas o mais verdadeiro de todos os amores. O professor, protagonizado pelo Rui Unas, ama-a de uma forma pura, doce mas autista, pois Laura é uma mulher animada também por desejos que ele não vai ser capaz de perdoar. Finalmente, o Sr. Almeida, interpretado pelo Nicolau Breyner. Compreende-a ou, se calhar, aceita-a, contempla-a, espera. E é quase como um anjo da guarda que aparece sempre que Laura precisa. Mas não posso contar com quem é que ela fica no fim. Terão de ver o filme...


Cenas de Kiss Me, um filme de António da Cunha Telles que aborda a complexidade do ser feminino no Portugal dos anos 50. Através de Marisa Cruz, a figura de Marilyn Monroe é constantemente evocada.

E como foi trabalhar com o Nicolau Breyner?
A primeira vez estava muito nervosa, pois na primeira cena do filme tive logo de contracenar com ele. Mas a sua segurança e simpatia contagiaram-me.

E com a Clara Pinto Correia?
Adorei. Uma mulher fabulosa, cheia de glamour.

Para a Clara, foi também uma estreia. Sentiu que, por isso mesmo, houve alguma empatia entre as duas?
Acho que a nossa relação foi para além disso.

A presença, ainda que indirecta, de Marilyn, serviu para aumentar o seu interesse e empenho em obter o papel de Laura?
Na realidade, não. Sei que as pessoas me comparam com ela e que isso pode ter influenciado a escolha que o António fez. Talvez… Somos as duas sensíveis, mas a vida que a Marilyn teve nada tem a ver com a minha. A não ser ambas acharmos que os diamantes são os melhores amigos das mulheres... (risos)

Houve algum filme de Marilyn de que tivesse gostado em particular?
Some Like it Hot [Quanto Mais Quente Melhor] foi aquele de que mais gostei. É o mais divertido. Mas, para a personagem de Laura, o Misfits [Inadaptados] é o mais importante. Nesse filme, ela está mais actriz, mais dura, e representa um pouco a Laura do final do filme.

Está preparada para as naturais (e óbvias) comparações que a imprensa irá fazer?
Não há comparação possível. Há muito que a imprensa me compara com a Marilyn. Ela foi, ou é ainda hoje, um ícone do cinema americano que sempre admirei. Mas que nunca tentei copiar ou imitar.

Como reage à imagem de sex symbol que lhe tem sido associada?

As opiniões são como os umbigos: cada um tem a sua. Há muito que me rotulam de sex symbol. Até agora, não me tem incomodado nem me preocupa muito.

No filme, teve de experimentar algumas cenas mais difíceis. Falo concretamente das cenas de nudez, mas também de alguma violência. Como actriz, sentiu alguma dificuldade em interpretar essas cenas?
Uma actriz é isso mesmo. Senti-me sempre muito apoiada. Tentei dar o meu melhor no desenrolar de todas as cenas. E a única que realmente me custou foi chorar quando a Laura descobre a morte da Marilyn. E incomodou-me também pensar que existem mulheres que, na sua vida, passam por situações idênticas à da Laura.

Que idade tinha quando se estreou como modelo?
Dezasseis anos.

Creio que foi com o incentivo da sua mãe, não foi?
A minha mãe estava--me sempre a dizer que eu tinha de me inscrever no concurso de Miss Portugal, mas nunca pensei que passasse da pré-selecção.

Curiosamente, li algures que até não se achava muito bonita.

A fase da adolescência é sempre complicada para todas as mulheres…

Nessa altura, tinha já uma ideia do que gostaria de ser quando fosse grande?

Em criança, queria ser médica ou veterinária, aliás, como todas as crianças depois da fase em que todas queremos ser princesas… (risos)


A sua imagem sexy e o papel desempenhado em Kiss Me podem ser a rampa de lançamento para uma inesperada carreira cinematográfica
De que forma mudou a sua vida desde que conheceu a Fátima Lopes?
A Fátima é provavelmente a minha melhor amiga. Tem-me dado força para avançar, sei que posso contar com ela. Quando mudei para a Face Models, em 1998, senti que podia confiar e estou muito orgulhosa por ser sempre uma das escolhidas para apresentar as suas criações.

Que outras pessoas marcaram o seu percurso de vida e carreira?
A minha mãe. E o José Carlos. O condão que tinha em fazer uma mulher sentir- se especial e no seu melhor…

Como gosta de ocupar o seu tempo livre?
Tempo livre é um “bem” que quase não tenho. Mas gosto de passear, ler, namorar ou simplesmente não fazer nada. Agora, estou a ler O Código Da Vinci.

Gosta de praticar desporto?
Sim, gosto muito de praticar ioga.

Isso ajuda-a a encontrar o seu equilíbrio?
Muito. Já não sou capaz de estar fechada num ginásio, preciso de estar ao ar livre.

Como encara o futuro? Tem novos projectos para concretizar?
Já são uma realidade. Em breve, vão poder ver-me no pequeno ecrã… Mas, para já, não queria adiantar muito mais sobre isso.

Tanto quanto sei, é um programa de televisão sobre beleza. Já existe alguma ideia concreta?

Já…

Para finalizar, não lhe passa pela cabeça ter uma criança, como a Laura? A maternidade faz parte dos seus planos para o futuro?
Como acontece com todas as mulheres.













Anunciar on-line | Assinaturas | Contactos | Notícias por RSS | Promoções | Serviços Móveis Record | Serviços Móveis CM
ADSL.XL | Classificados | Emprego | Directórios | Jogos | Horóscopo| Tempo

Copyright ©. Todos os direitos reservados. É expressamente proíbida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Edirevistas, S.A. , uma empresa Cofina Media - Grupo Cofina.
Consulte as condições legais de utilização.