Assinar Revista | PDA
Newsletter
Directório:  Acessórios | Beleza | Calçado | Vestuário | Marcas | Vestuário

  Home
  Moda
  Especial
  Tendências
  Shopping
  Shows
  Moda em notícia
  Crónica
  Directório de Lojas
  Beleza
  Tendências
  Shopping
  Noticias
  Mulher & Carreira
  Sociedade
  Intimidade
  Celebridades
  Saúde
  Corpo e Alma
  Saúde em notícia
  Canal Nutrição
  Família
  Estrela do Mês
  Dossiers
  Fala-se de...
 As nossas escolhas
  Lazer
  Livros
  Cinema
  Música
  Palcos & Artes
  Vídeo/DVD
  Espaços Abertos
  Decoração
  Directório de Lojas
  Casas e Interiores
  Especiais
  Horóscopo
  Correio
  Fórum
  Actualidade
  Beleza
  Moda
  Contactos
  Notícias por RSS
  Jogue on-line
  Acção
  Desporto
  Plataformas
  Puzzle
  Shoot´Em Up
  Máxima PDA
Pesquisar

 
Subscrever Máxima




FAMÍLIA


A Internet é um mundo à parte. Possui inúmeros benefícios, mas também alguns riscos. Como orientar crianças e adolescentes para que naveguem em segurança?

Por Mariza Figueiredo

Em todo o mundo existem cerca de 250 milhões de servidores de Internet. E conectados a eles encontram-se milhares e milhares de pessoas. Gente de todo tipo e de todas as idades. Pessoas normais, pessoas interessantes, uns quantos voyeurs e também algumas mentes mais retorcidas. Uma amostra do mundo que nos cerca. Mas neste universo ainda circulamos um pouco às cegas, pois é um meio anónimo em que não vemos nem caras nem corações. E onde também proliferam vírus e artimanhas concebidos para paralisar os nossos computadores ou para tirar partido deles sem que o saibamos.
Mas decidir pura e simplesmente prescindir do acesso à Internet, por medo ou precaução, é inútil e errado. Ele seguramente irá fazê-lo quando for a casa de um amigo, mas sem que tenha tido uma orientação sua.

“Proibir é regredir”, observa, taxativo, Fernando Costa, professor na área das tecnologias educativas na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, responsável por diversos projectos e pelo site Aprender com Tecnologias.

Desenvolver uma cultura familiar para a utilização do computador e da Internet é o me-lhor caminho para uma utilização segura. Isso faz-se sugerindo caminhos, comentando sites, orientando para perigos e supervisionando a utilização pelos mais pequenos.

Da mesma forma como os ensina a não falar com estranhos, deve ensiná-los a preservar a sua privacidade on-line e a ter cuidado por onde anda. Se há ruas e bairros a evitar na vida real, eles também existem na Internet. O uso seguro passa por estabelecer regras: número de horas ao computador, sites permitidos e sites a evitar, como se portar nos chats, instant messengers e news groups, cuidados a ter com e-mails e downloads gratuitos.

“Quanto mais novos são os filhos, maior a necessidade de acompanhamento”, sublinha Fernando Costa. À medida que crescem, não só interiorizam as principais regras como, com a sua ajuda, vão aprendendo a discernir o bom do mau, o seguro do perigo.

“Existem cinco áreas de risco para as quais convém que pais e educadores estejam alerta e que sensibilizem as crianças para maneiras de minorarem a sua exposição”, comenta Tito de Morais, fundador do site Miúdos Seguros na Net, um projecto que ajuda pais, professores e educadores. São elas: os conteúdos inadequados, os contactos perigosos ou intimidativos, as práticas comerciais e publicitárias não-éticas, o copyright ou a violação dos direitos de autor, e os comportamentos compulsivos.

Os conteúdos inadequados estão relacionados com a pornografia, os sites violentos que vinculam o ódio, o racismo ou a violência gratuita. “Podem ser inapropriados e prejudiciais ao desenvolvimento da criança. Podem mesmo ofender os valores e os padrões segundo os quais as famílias desejam educar os seus filhos”, comenta Tito de Morais. Para os evitar, pode usar software específico ou recorrer a opções disponíveis nos browsers (Explorer, Netscape, entre outros), que limitam o acesso a este tipo de sites. Mas atenção: a nível informático, não existe bloqueio 100 por cento eficaz. O mais seguro é a orientação da criança para evitar tais sites. E se houver persistência, que não hesitem em desligar o computador ou chamar os pais.

Os contactos perigosos ou intimidativos podem ter lugar através dos chats, fóruns, Instant Messaging (IM), correio electrónico, entre outros. “São efectuados por pessoas mal intencionadas que geralmente não são quem dizem ser. Podem constituir uma ameaça para crianças, jovens e até adultos, sobretudo se conduzirem a encontros off-line”, comenta Tito de Morais. Nada de revelar dados pessoais – nome, morada, idade, telefone – ou fornecer fotografias. Um dos problemas dos chats é que, muitas vezes, a amizade on-line leva à curiosidade de conhecer o interlocutor no mundo real. Deve-se orientar crianças e jovens a não marcarem encontros sem o conhecimento dos pais. “A minha filha fez uma amizade num desses chats e, a certa altura, marcaram um encontro. Ela contou-me e, em vez de proibir, achei melhor acompanhá-la”, recorda Fernando Costa. A proibição só aguça a curiosidade, enquanto o encontro real tende, em geral, a não se repetir. Chats, fóruns e IM podem também dar margem a perseguições e contactos hostis. Sensibilize o seu filho para não lhes dar resposta.

“As práticas comerciais e publicitárias não-éticas e a dificuldade em distinguir conteúdos informativos de conteúdos publicitários podem enganar as crianças, promover a recolha de informações que violam a sua privacidade e atraí-las para compras não autorizadas”, explica Tito de Morais. Há sites que solicitam informação pessoal das crianças e jovens em troca de ofertas ou concursos.

Sites de apoio
Segurança das Crianças na Internet: www.minerva.uevora.pt/internet-segura/
Miúdos Seguros na Net: www.miudossegurosna.net
Aprender com Tecnologias: www.aprendercom.net
Safekids.com: www.safekids.com
Safeteens.com: www.safeteens.com
Net mom’s Internet Safe house: www.netmom.com/
Microsoft: http://www.microsoft.com/portugal/ athome/seguranca/privacy/childrenonline.mspx

Ensine-os a não confiar nas ofertas fáceis. Devem também ter cuidado ao fazer download de ficheiros. Estas facilidades gratuitas podem permitir a instalação paralela de sistemas que não só controlam a utilização do computador e da circulação na Internet, mas também pregam partidas, como mudar o sistema de ligação à Internet. “Por mais cuidados que tivéssemos, fomos
apanhados por um sistema desses. De um dia para o outro, a ligação que utilizávamos para a Internet passou a ser feita por meio de uma chamada de valor acrescentado. As contas de telefone subiram assustadoramente e tivemos algum trabalho em eliminar o problema”, recorda Fernando Costa.

Os pais devem orientar os filhos em relação ao copyright e aos direitos de autor. Copiar, partilhar ou alterar textos, imagens, ficheiros de áudio e vídeo, softwares e outros conteúdos protegidos por convenções internacionais pode ser considerado crime. Pais e professores devem alertar para que as pesquisas na Internet para os trabalhos de escola sejam feitas de forma a obter informação sem copiar material.

Os comportamentos compulsivos podem ser o resultado da utilização excessiva das tecnologias. “Podem gerar a dependência, com reflexos nocivos ao nível da vida social e escolar da criança. A este nível, a American Psychological Association tem vindo a alertar para o facto de que é possível que crianças, jovens e adultos possam tornar-se psicologicamente dependentes da Internet, e que esta perturbação pode dar-se com outras tecnologias, como é o caso dos jogos vídeo”, diz Tito de Morais. Tendo em atenção todos estes cuidados, o computador e a navegação na Internet são meios interessantes para estreitar relações entre pais e filhos.


Conselhos para os pais
Tito de Morais, fundador do site Miúdos Seguros na Net, recomenda:

1. Familiarize-se com a Internet e com outras novas tecnologias de informação e comunicação (TIC) usadas pelos seus filhos
2. Coloque o computador, o acesso à Internet e outras TIC numa zona comum da casa, de forma a facilitar a tarefa de supervisionar a utilização
3. Defina regras que devem ser observadas durante a utilização do computador, da Internet. Proceda à sua revisão periódica para as adequar à evolução da maturidade dos seus filhos
4. Garanta o cumprimento das regras e premeie-os
5. Familiarize-se com as soluções tecnológicas para a segurança on-line de crianças e jovens. Mas este é um problema de pessoas; a tecnologia pode ajudar, mas não resolve tudo!
6. Faça-os entender que o computador, a Internet e as TIC não são um direito, mas um privilégio. Como tal, podem ser retirados a qualquer momento













Anunciar on-line | Assinaturas | Contactos | Notícias por RSS | Promoções | Serviços Móveis Record | Serviços Móveis CM
ADSL.XL | Classificados | Emprego | Directórios | Jogos | Horóscopo| Tempo

Copyright ©. Todos os direitos reservados. É expressamente proíbida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Edirevistas, S.A. , uma empresa Cofina Media - Grupo Cofina.
Consulte as condições legais de utilização.