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Segundo um depoimento recente da Organização Mundial de Saúde (OMS), todos os países precisarão de ter acesso à vacina contra a gripe A (H1N1), pois a pandemia é incontrolável. Contudo, deixou o alerta: não haverá vacinas para todos. Entretanto, os países ricos já adquiriram antecipadamente 1,8 mil milhões de doses da vacina que só ficará pronta em Outubro, devendo chegar aos mercados apenas em Dezembro, depois dos respectivos testes clínicos. Esta demora é, aliás, o grande receio da OMS. A organização teme que a vacina chegue tarde, uma vez que a “segunda onda” da gripe no hemisférios norte pode começar no princípio do Outono.
Em Portugal, os casos de gripe A (H1N1) continuam a aumentar. Contudo, algumas pessoas já foram devidamente tratadas e retomaram as suas vidas normais. Entretanto, o Governo esclareceu que “a passagem à fase 6 do alerta de pandemia”, determinada pela Organização Mundial de Saúde, fica a dever-se à facilidade e celeridade de propagação do vírus a nível mundial e não à sua gravidade clínica. E sublinha que a realidade portuguesa está longe de ser uma situação de pandemia.
O que é o vírus e quais os sintomas?
Trata-se de um novo subtipo de vírus da gripe A (H1N1) que contém genes das variantes humana, aviária e suína do vírus da gripe, apresentando-se numa combinação nunca antes verificada. Em oposição ao típico vírus da gripe suína, este transmite-se entre os seres humanos.
Os sintomas da doença no homem são normalmente semelhantes aos provocados
pela gripe sazonal: febre – na gripe A o início é súbito e logo alto, de 39º; dor de cabeça intensa – os calafrios são frequentes e o cansaço extremo. As dores musculares e ardor nos olhos são igualmente intensos, mas as dores de garganta leves. Em alguns casos também se têm verificado vómitos ou diarreia, ambos sintomas atípicos da gripe sazonal.
O modo de transmissão do novo vírus da gripe A ( H1N1) é idêntico ao da gripe sazonal, por via aérea, pelas gotículas de saliva que se soltam quando se tosse, se espirra ou se fala, mas também por contacto das mãos com objectos e ou superficies contaminados, e o período de incubação pode variar entre 1 a 7 dias.
Evitar o contacto com pessoas infectadas é uma das medidas de protecção individual contra a gripe A, sublinha-se no site da Direcção-Geral de Saúde. Mas se ficar doente, mantenha-se afastado dos outros, no mínimo a um metro de distância, para que não adoeçam também.
O que fazer, se ficar doente?
- Se aparecerem sintomas, permaneça em casa de forma a evitar o contágio, e ligue para a Linha Saúde 24, através do número 808 24 24 24, ou então dirija-se ao Centro de Saúde mais próximo da sua área de residência.
- No caso de pertencer a um grupo de risco, ter uma doença crónica como a cardiovascular, ter diabetes, asma ou dificuldades respiratórias, deve ter cuidados redobrados. Coloque uma máscara de protecção, você e o seu acompanhante, e dirijam-se directamente para o hospital.
- As grávidas, crianças e idosos devem também dirigir-se rapidamente às unidades de saúde, sempre que sentirem algum sintoma.
- Entretanto, proteja-se e proteja os outros, com alguns cuidados simples. Por exemplo, sempre que tossir, cubra a boca e o nariz com um lenço que depois de utilizado deve ser depositado no lixo. E lave as mãos com água e sabão em abundância, com frequência, e durante 20 segundos. |
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