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Escolheu Timbaland, produtor de primeira linha na dança, para conduzir os destinos de Loose, que elegeu como uma espécie de tira-teimas sobre as suas próprias capacidades de alcançar o crossover entre vários públicos. Elegeu o hip hop (com rap incluído e bem moldado às características da sua voz) como ponto cardeal deste terceiro disco e, para conseguir esse somatório de consumidores, abraça também a soul, a pop de compasso certo e os sabores latinos – de resto, pisca o olho sem cerimónias aos mercados hispânicos com duas canções fortíssimas, No Hay Igual e Te Busque, esta em dueto com um dos cantores mais em voga nos países de língua espanhola, Juanes.
Quanto ao mercado português, Nelly também foi capaz de uma jogada certeira: a edição nacional contém uma versão especial de Maneater, com a participação dos Da Weasel. Tem, escondida no álbum, uma pérola que há-de durar uma vida: Say It Right. Para surpresa de muitos, a cantora de 27 anos, mãe em 2003, adoptou uma imagem tremendamente sexy, como o poderoso clip de Maneater confirma em cheio. Mais solta, a condizer com o título, está madura e dirigida.
Depois da afirmação, com Whoa Nelly! (e I’m Like A Bird), depois da agradável dispersão de Folklore (o álbum que incluía a canção que mais ouvimos em 2004, Força), Nelly Furtado está mais empolgante do que nunca e mais concentrada do que alguma vez a ouvimos. E atrevida – basta ouvir Promiscuous, outra das canções em destaque, com uma conversa imprópria para ouvidos mais pudicos. |
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