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ESTRELA DO MÊS







Consegue-se melhor aos 25 anos? De child star a mega star, Justin Timberlake assegura o título de Príncipe Sexy da Pop e mantém-se no topo com uma digressão global, um segundo álbum bem sucedido, dois papéis sérios no Cinema, uma linha de roupa e, ainda, o amor de Jessica Biel. Nada mau...

Por HAROLD VON KURSK
Fotografia de MAX VAGUKUL/CONTOUR PHOTO


ustin Timberlake pode voltar a não ter Cameron Diaz como parceira mas, como a nova mulher da sua vida é Jessica Biel, não é uma má troca. Enquanto Cameron trouxe para a relação que tiveram o seu fabuloso corpo de surfista e a sua paranóia relativamente aos media, Jessica traz para o mundo de Justin uma atitude feliz e descontraída – já para não falar num corpo que ficou em primeiro lugar nas listas das mulheres mais sexy de várias revistas masculinas!

No entanto, Justin e Cameron trocaram beijos e abraços na estreia do filme Shrek 3 (Timberlake e Cameron dão ambos voz a personagens do filme), em Los Angeles, e desfizeram--se em sorrisos. “Cameron e eu vamos ser sempre amigos”, disse Timberlake. “Ela fez parte da minha vida nestes últimos anos e nada vai mudar isso. Continuamos a gostar um do outro e é óptimo que continuemos a conseguir manter contacto. Cameron é uma mulher extraordinária!” Junto

s durante muito tempo, o par separou-se no final do ano passado e, embora se tenha falado de um breve encontro em Hollywood, o visionamento de Shrek marcou o primeiro grande evento mediático em que foram fotografados juntos desde a separação. Cameron, que empresta a sua voz a Fiona, chegou primeiro, atravessando a passadeira verde com um vestido Chanel cor de salmão, tendo ficado próxima do também protagonista Mike Myers. Timberlake, que faz a voz do futuro Rei Artur, passou por entre a imprensa poucos passos atrás de Cameron. Mais tarde, na foto do elenco, estavam mais do que afáveis, cumprimentando-se com um abraço e um beijo.

Recentemente, Justin tem sido muito cauteloso no que diz respeito à sua vida amorosa e ao namoro com a actriz Jessica Biel (O Ilusionista).

Entretanto, Timberlake está prestes a continuar a sua digressão musical pelo mundo, agora na Europa, com o 2007 FutureSex/LoveShow, espe ctáculos com bilhetes há muito esgotados. Além da sua carreira musical, Timberlake recebeu críticas entusiásticas pelo seu desempenho no chocante thriller de Nick Cassavetes, Alpha Dog. No que deveria ser considerado o seu primeiro papel num filme a sério, Timberlake personifica muito bem Frankie, afável membro de um gang, mas moralmente retrógrado. O filme, cujo elenco inclui Bruce Willis e Sharon Stone em papéis secundários, baseia-se num macabro rapto e assassínio que ocorreu em Los Angeles, em 2000, e que envolvia um gang de indivíduos de 20 e tal anos, cujo chefe era um traficante de droga com o inverosímil nome de Jesse James Hollywood. Quando Cassavetes começou as filmagens, Jesse ainda andava a monte, tendo sido preso no Brasil e extraditado para ser julgado na Califórnia. O seu julgamento ainda não se realizou, o que explica porque é que o ligeiro disfarce de ficção dado ao drama da vida real de Jesse não acalmou os seus indignados advogados, que tudo fizeram – sem êxito – para que o filme não saísse.

Em cima, imagem do videoclip do single Sexyback. Ao lado, na estreia de Shrek 3, onde dá a voz ao Rei Artur. E, à esquerda, em Alpha Dog.
Qual é a sensação de se ter a vida amorosa tão minuciosamente perscrutada?
Cresci sob as atenções dos media e isso não é fácil nem saudável. Normalmente, não leva muitos actores ou artistas igualmente mediáticos a ter uma vida feliz… Mas aprendi imenso a esse respeito durante a minha relação com a Cameron, nomeadamente que devemos sempre relati- vizar as coisas. A menos que se seja acrobata, há que encontrar uma forma de manter toda a gente fora da nossa vida privada. Se não, os media acabam até por nos roubar as cuecas!

Conseguiu manter-se afastado de qualquer escândalo durante quase toda a sua carreira. A que é que atribui essa sua constância?
A minha mãe deu-me muito boas bases. Sempre me disse para ter respeito pelas outras pessoas e respeito por mim próprio, para valorizar a interacção com os outros, boa ou má, e aprender com isso. Ensinou-me também a manter clara a minha visão e a saber sempre o caminho que quero seguir, para nunca ter a desculpa de que foi esta ou aquela influência que me desviou para maus caminhos. É uma perspectiva óptima e segura para quem está a ficar famoso, tendo de responder a uma série de exigências em termos de tempo, e que dá consigo empurrado e puxado em diversas direcções. Acho que tenho essa confiança interior para me manter firme.

Este filme surge numa altura em que a sua carreira musical está também a tomar uma nova, e mais agressiva, direcção...
Sempre quis estar mais na crista da onda quando se trata de música e estou finalmente a fazer exactamente o que quero. Se não alargarmos os limites, se não explorarmos a nossa música e tentarmos ser únicos e fazer parte da vanguarda, então estamos a fazer o quê? Não quero jogar pelo seguro. Adoraria que o público que me tem apoiado me seguisse nesta nova direcção.

Como descreveria o seu novo single, Sexyback?
Gosto de pensar nele como um hip-hop alucinado. Penso que a canção faz com que as pessoas se sintam sexy, pelo menos é a sensação que eu tenho. Tem um ritmo fantástico e adoro poder cantá-la e dançá-la. Para mim, está muito à frente do que fiz anteriormente e sinto-me muito à vontade. É um desafio à minha criatividade poder lançar este tipo de som.

Sentiu necessidade de dar, de alguma forma, um abanão à sua carreira?
A ideia não é ficar à sombra dos louros. Mesmo que já se tenha tido muitos sucessos com um determinado tipo de música, isso não quer dizer que não se possa ir mais além no nosso próprio trabalho. Ainda sou novo, tenho ainda muito chão para andar e para explorar. Eu próprio estou curioso em saber até onde é que vou conseguir chegar em termos artísticos.

Cresceu no meio da música e da vida do entertainer. Alguma vez se sentiu desgastado?
Às vezes, sentimo-nos um pouco esmagados pela pressão e pelas responsabilidades que temos para com as pessoas com quem trabalhamos e para com os fãs. Não quero fazer nada que desiluda as pessoas que têm seguido a minha carreira e me têm apoiado. É por isso que tento viver bem a vida e comportar-me de uma forma responsável. Levo essa faceta da minha carreira muito a sério e quero manter sempre uma relação positiva com o público, nunca lhe dando qualquer razão para duvidar de mim.

Alguma vez se interrogou sobre o que teria sido a sua vida sem a música?
Não. Creio que nasci para ser um entertainer ou um artista de qualquer espécie. A música é algo que surge naturalmente e que é uma parte muito importante da minha vida. Isso levou-me à arte de representar porque, quando se está em palco, está-se a representar no verdadeiro sentido, razão pela qual muitos cantores e comediantes, por exemplo, transitam para a representação. É uma questão de criatividade e desejo de expressar as emoções de algum modo, independentemente do meio utilizado – música, cinema, artes plásticas, seja o que for.

Está entusiasmado com o facto de ir fazer uma digressão com este seu novo género de som?
Estou. Já há um certo tempo que espero ansiosamente por isto. Uma coisa boa é que toda aquela formação para o filme Alpha Dog fez com que ficasse em excelente forma, a melhor que alguma vez tive. E sempre estive razoavelmente em forma, devido às digressões que tenho feito ao longo da minha carreira. O Nick [Cassavetes] faz-nos passar por uma espécie de recruta infernal. Ele queria que os treinos físicos servissem para ajudar o elenco a ficar mais unido, e resultou. Acabámos todos por odiar o Nick! (Ri) Estou a brincar. Agora a sério, fizemos horas e horas de exercícios: levantamento de pesos, abdominais, tudo. Treinávamos seis dias por semana, a correr na praia, a praticar boxe, wrestling, tudo e mais alguma coisa. Nunca fiz nada do género em toda a minha vida. Mas, no fim, valeu a pena, ficámos rijos e prontos para tudo. Dá muita autoconfiança e acho que isso me ajudou a ficar pronto a sair para a estrada com este novo álbum.

Um dia, o cinema poderá ser uma alternativa à sua carreira musical?
Esse caminho teria de ser muito longo, porque adoro música e nunca vou desistir dela. Mas representar é uma coisa em que estou interessado e adoro filmes. Por isso, gostaria muito de poder trabalhar em filmes de vez em quando, explorando esse tipo de actividade. Representar é como a música, na medida em que alimenta todos os nossos impulsos criativos, e adoro entregar-me a uma canção ou a uma coreografia ou a uma personagem. Estou neste jogo há tanto tempo que já não sei como parar!













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