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ESTRELA DO MÊS







É mais um australiano que conquistou Hollywood. Na tela e nos palcos da Broadway, Hugh Jackman continua imparável.

No caminho certo
A beleza máscula de Jackman vale-lhe a comparação com Cary Grant, razão pela qual o fotografaram como aquele actor na famosa cena do filme de Hitchcock, Intriga Internacional.

Depois de uma passagem pela Broadway que se saldou por um enorme êxito e de um Tony pela sua brilhante interpretação de Peter Allen, o australiano Hugh Jackman está de regresso à tela em dois filmes de ficção científica cuja estreia está a causar grande expectativa, X-Men – O Confronto Final e The Fountain, contracenando neste último com Rachel Weisz. Poderemos revê-lo, lá mais para o fim do ano, no próximo filme de Woody Allen, Scoop, ao lado de Scarlett Johansson e do próprio Allen. Aos 37 anos, Jackman considera ter encontrado o caminho ideal como actor, embora alguns observadores se perguntem se não terá perdido um pouco a imagem de sex symbol com que foi rotulado quando chegou a Hollywood, vindo da Austrália.

Nascido em Sydney, Jackman reparte o seu tempo entre Nova Iorque e Londres, onde vive com a actriz australiana Deborah Lee Furness, com quem é casado há uma década, e o filho adoptado por ambos, Oscar, que tem agora seis anos. Espera regressar à Austrália, em Julho, para a reposição da peça The Boy From Oz [que retrata a vida de Peter Allen], que tem vindo a ser rodeada de grande expectativa.

Por que resolveu voltar a representar o papel de Wolverine em X-Men – O Confronto Final?
Porque adoro a personagem. Além disso, acho que tinha essa obrigação para com todos os fãs de X-Men, que apoiaram os dois primeiros filmes. Penso que eles querem ver uma sequela comigo, com o Patrick [Stewart], a Halle [Berry] e o resto do pessoal. Pela minha parte, queria ter outra oportunidade de interpretar Wolverine porque adoro a sua fisicidade e ferocidade. Ele tem algo de extremamente teatral e carismático. Neste tipo de filme, temos de ser capazes de corresponder às expectativas de um público que tanto acarinhou a saga, e acho que conseguimos atingir um novo patamar.


Filmografia

1. X-Men – O Confronto Final, 2006
2. Van Helsing, 2004
3. Standing Room Only, 2004
4. X-Men 2, 2003
5. Kate & Leopold, 2001
6. Swordfish, 2001
7. Someone like you, 2001
8. X-Men, 2000
9. Erskineville Kings, 1999
10. Paperback Hero, 1999
11. The Fountain (anunciado)
12. Scoop (anunciado)
13. The Prestige (anunciado)
14. Wolverine (anunciado)
15. If You Could See Me Now (anunciado)
16. Rebound Guy (em negociação)

A carreira
A carreira de actor começou em 1994, na televisão australiana, e tornou-se conhecido, no ano seguinte, na série Corelli. A grande oportunidade surgiu no papel de Wolverine, da saga X-Men, que o transformou num dos actores mais sexy de Hollywood. O filme subsequente, Kate & Leopold, ao lado de Meg Ryan, foi um fracasso de bilheteira, e Van Helsing, de 2004, não obteve o favor quer da crítica quer do público. Os próximos filmes, Scoop, realizado por Woody Allen, e The Fountain, serão determinantes para sabermos se Jackman irá ter uma carreira como actor principal de vulto em Hollywood.
Ultimamente, tem optado mais por filmes de acção e de ficção científica. Porquê?
Porque as circunstâncias assim o ditaram. A série X-Men contribuiu para lançar a minha carreira e levou a Van Helsing que, infelizmente, talvez não tenha sido tão bom como devia ser, embora fosse um filme ambicioso. Acabo de rodar uma comédia com Woody Allen e Scarlett Johansson, o que foi uma experiência óptima para mim, e agora vou fazer um drama, também ao lado de Scarlett. É provável que continue a fazer mais filmes dramáticos, mas isso depende do material disponível.

Lamenta não ser o novo James Bond?
[Ri] Teria sido interessante, mas talvez também “esmagasse” o resto da minha carreira. Estou muito satisfeito com a forma como as coisas me têm estado a correr e não sei se conseguiria lidar com tudo o que significa de complicado aceitar um papel desse género.

Era muito mulherengo, quando era mais novo?

[Ri] Nunca fui mulherengo no sentido de andar atrás das mulheres ou de fazer disso um desporto. Era um pouco tímido e ficava embaraçado quando, numa festa, as raparigas me prestavam alguma atenção. Levei algum tempo a ganhar confiança e a convidá-las para sair. Uma das vantagens de estudar teatro e artes do espectáculo é que temos como colegas um grande número de mulheres lindíssimas – razão pela qual há tantos rapazes que adoram estudar teatro. Só quem vê as filas de inscrição nalgumas das aulas e as raparigas que lá estão é que percebe porquê... Por isso, diverti-me bastante durante o tempo em que estudei em Perth.

Conheceu a sua mulher, Deborah Lee Furness, quando ambos participavam na série australiana de televisão Corelli. Foi amor à primeira vista?
[Ri] Sentimo-nos bastante atraídos um pelo outro desde o princípio. É maravilhoso conhecermos a mulher dos nossos sonhos quando temos um êxito e a nossa vida nos está a correr bem. Foi um período fantástico nas nossas vidas, e essa sensação ficou sempre connosco. Já vimos muitos dos nossos amigos separarem-se, ao longo dos anos, mas sentimo-nos tranquilos e optimistas, e muito felizes por termos uma boa vida juntos e uma relação muito próxima. Além disso, temos um filho maravilhoso, Oscar, que adoramos. Esse tem sido outro elemento muito importante nas nossas vidas. Temos tido uma vida um pouco nómada nos últimos tempos, mas sentimo-nos bem em Nova Iorque. Agora vamos regressar à Austrália durante algum tempo, e estou satisfeitíssimo com esta oportunidade de passar alguns meses com amigos meus e de retomar o contacto com eles.

O que tem o teatro de especial para o fazer renunciar aos 5 ou 10 milhões de dólares que poderia ganhar no cinema e, em vez disso, passar um ano a representar na Broadway o papel de um cantor e dançarino homossexual?
[Ri] O meu agente perguntou-me exactamente o mesmo… A questão é que ainda sou jovem, adoro o teatro e quero poder continuar a pisar o palco de vez em quando, porque foi aí que comecei e foi o teatro que me fez querer ter vontade de ser actor. É muito gratificante interpretar o papel de um homem como Peter Allen, que tinha uma ligação tão especial com a Austrália.

Conquistou um Tony [o de Melhor Actor de Musical, em 2004] com o papel de Peter Allen. O que é que sentiu?
Ainda bem que eu ambém estava a entregar os prémios, o que impediu que me sentisse nervoso com a possibilidade de ganhar. Trata-se, provavelmente, da maior distinção que recebi na minha carreira, e fico muito feliz por o público ter apreciado tanto o espectáculo. Houve muito quem considerasse que era um risco, do ponto de vista profissional, mas para mim representar é um risco e um desafio.

É importante para si ser uma estrela de cinema de grandeza maior, como todos vaticinam?
Não me vejo como aquelas estrelas de cinema que anseiam pela glória e por duplicar o seu cachet. Rejeitei trabalhos em que seria apenas uma espécie de galã – o que é muito desinteressante. Não tenho gostos nada caros e lembro-me perfeitamente dos tempos difíceis que vivi no início da minha carreira, tentando ganhar o suficiente para viver. Por isso, não preciso de muito dinheiro para viver razoavelmente bem. A minha vida está centrada em torno da minha família e nada mais importa para mim.













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