Assinar Revista | PDA
Newsletter
Directório:  Acessórios | Beleza | Calçado | Vestuário | Marcas | Vestuário

  Home
  Moda
  Especial
  Tendências
  Shopping
  Shows
  Moda em notícia
  Crónica
  Directório de Lojas
  Beleza
  Tendências
  Shopping
  Noticias
  Mulher & Carreira
  Sociedade
  Intimidade
  Celebridades
  Saúde
  Corpo e Alma
  Saúde em notícia
  Canal Nutrição
  Família
  Estrela do Mês
  Dossiers
  Fala-se de...
 As nossas escolhas
  Lazer
  Livros
  Cinema
  Música
  Palcos & Artes
  Vídeo/DVD
  Espaços Abertos
  Decoração
  Directório de Lojas
  Casas e Interiores
  Especiais
  Horóscopo
  Correio
  Fórum
  Actualidade
  Beleza
  Moda
  Contactos
  Notícias por RSS
  Jogue on-line
  Acção
  Desporto
  Plataformas
  Puzzle
  Shoot´Em Up
  Máxima PDA
Pesquisar

 
Subscrever Máxima




CORPO & ALMA








A forma como se nasce e se inicia a primeira respiração pode influenciar a qualidade dos vínculos estabelecidos com o mundo. Através do Rebirthing é possível reviver o passado e libertar-se de crenças limitadoras.

Por Clara Soares

A vida é bela. Umas vezes sente-se isso, outras vezes faz-se de conta. Aprende-se a parecer o que não se sente como estratégia de sobrevivência e até se consegue a proeza de dizer que está tudo bem, mesmo que o humor sofra oscilações múltiplas. Nos gabinetes de consultas médicas, é comum os pacientes queixarem-se de dores, sensações de aperto na garganta ou no peito, crises ansiosas e até sensações de desespero sem causa orgânica ou motivo. Não raras vezes, as queixas resumem-se a uma profunda insatisfação com a vida. A sensação de estranheza aumenta quando se tem uma casa, um bom rendimento mensal, uma rede de amigos e uma família. Algo parece errado, mas não se sabe bem porquê.

Os medicamentos para as perturbações do humor – da “felicidade”, assim os baptizaram, há uns anos – minimizam danos, atenuam o sofrimento invisível, mas não devolvem o sentido da vida. A medicina convencional trata feridas do corpo, as outras são um desafio constante para médicos e investigadores e atormentam quem convive com elas na primeira pessoa.

Sofia Franco, de 33 anos, sentia-se frequentemente culpada. No trabalho e fora dele, tinha dificuldade em acabar o que começava e sempre que o fazia era com uma enorme sensação de esforço e dor. Com o tempo, estas “crises” deixavam-na progressivamente insatisfeita, com a impressão de estar presa e sem saber exa-ctamente a quê.

Foi então que Sofia, responsável de estratégia de uma agência de comunicação, em Lisboa, quis perceber o que se passava com ela e uma pessoa amiga falou-lhe do Rebirthing (renascimento). A técnica consiste na exploração de três aspectos que fazem parte da fisiologia: a respiração, o relaxamento e a mente focada. A partir daqui é possível aceder à mente inconsciente e trazer à luz – ou consciência – mágoas e pensamentos remotos e transformá-los.

“Para mim funcionou como o comando restart de um computador”, revela. A brincar, vai dizendo que as sessões de duas horas, ao longo de 10 meses, foram uma autêntica “receita médica”, que lhe permitiu ultrapassar as tais pequenas crises de culpa inexplicáveis.

“Fui convidada a deitar-me e a respirar, simplesmente. Aos poucos, por sugestão da terapeuta, fui entrando em contacto com a entrada e saída do ar, o seu ritmo, a profundidade… e com estados mais subtis”, narra Sofia. Sem-pre acordada, vieram-lhe à mente momentos do seu passado: “Nas primeiras sessões percebi que tinha formado uma crença em miúda, quando a minha mãe me dizia que tinha deixado inacabado o trabalho de forrar uma cadeira – que ainda hoje está por concluir – porque eu nasci naquela altura; uma crença associada ao meu nascimento, que era da minha mãe, mas que eu mantive como minha, sentindo-me sempre mal na hora de acabar qualquer coisa.”

Estava desmistificada a crença. Como libertar-se dela? “Em vez de tomar um comprimido, o que eu tinha de fazer em casa era repetir 20 afirmações por dia durante duas semanas”, esclarece. Desde então começou a ter uma atitude mais despreocupada e a adoptar o lema “eu consigo acabar tudo o que começo”. Quando tal não acontece, responsabiliza-se pelo facto, mas já sem culpas.

Melhorias na saúde, clareza mental e bem-estar emocional são alguns dos benefícios propostos por esta técnica terapêutica, desenvolvida nos Estados Unidos pelos terapeutas de medicinas complementares Leonard Orr e Sondra Rey, na década de 70. Este modelo surge na mesma altura em que vieram a público investigações e práticas de assistência neonatal pioneiras, associadas ao que veio a ser apelidado de “parto humanizado”.

De acordo com os fundadores do Rebirthing, a respiração contínua (inspiração e expiração sem pausas) permite relembrar (pela alteração dos níveis de oxigenação do sangue) e libertar (expirar) traumas vividos no acto do nascimento. O trabalho começa com uma conversa exploratória sobre como foi vivida a gravidez pelos pais, como correu o parto e aspectos significativos da primeira infância. Só depois se iniciam os exercícios respiratórios, acompanhados pelo terapeuta.

“Trata-se de reencontrar uma parte de si que ficou perdida no acto do nascimento, a nossa primeira estreia no mundo”, afirma Marinélia Leal, terapeuta holística da clínica Ser, em Carcavelos, e que usa a técnica de Rebirthing há 11 anos. Ela explica porque é que este momento pode ser tão marcante e até traumático: “Nascer é hoje um acto medicalizado, associado a um contexto de emergência, onde todos têm de ser rápidos e eficientes; o novo ser é exposto à luz, ao ruído, a sua coluna vertebral é esticada (quando esteve sempre curvada na posição fetal) e é manipulado por várias mãos. O cordão umbilical por vezes é cortado quando ainda pulsa.” Esta atmosfera é captada pelo bebé e gera uma crença de base do tipo “viver é lutar”, ou “viver é um sufoco”, consoante o modo como se faz a transição do meio uterino (aquático) para o exterior (aéreo).

“As pessoas trazem um problema à consulta e eu faço o roteiro natal”, prossegue Marinélia. Aqui cabem perguntas sobre o meio familiar durante o período da concepção, da gestação e do nascimento. “A forma como a pessoa respira diz muito sobre a forma como ela vive.” 

Assim, alguém que retém o ar tem provavelmente questões de apego e controlo para resolver. É como se, ao exalar, receie que não haja mais nenhuma lufada de ar puro para receber (“pessoas com problemas de di-nheiro tendem a inalar muito e a exalar pouco”). Uma pessoa obesa, que tem geralmente dificuldade em inalar, pode mostrar resistência psicológica quanto a abrir--se ao que é novo, afastando os outros de si sem ter consciência disso. Situações de baixa auto-estima estão muitas vezes associadas a crianças que não foram desejadas ou que nasceram com o sexo “errado”. Adultos com bloqueios emocionais podem ter vivido um parto de risco.

Ir à raiz do problema e recriar o roteiro natal, deixando vir todas as sensações e memórias tidas então, traduz-se, no final do processo (10 sessões, uma marcando a concepção e as outras nove correspondentes ao ciclo de gestação e nascimento), numa “segunda estreia” no mundo, com outro fôlego, por assim dizer.

Com diagnóstico de depressão, Roberta Rocha, de 32 anos, encontrou no método uma saída para a depressão.  Hoje diz-se mais confiante e fez o desmame dos medicamentos, o que a deixa visivelmente satisfeita. Nas consultas, a questão da prematuridade foi abordada e logo associada à crença inconsciente de sentir-se inadequada (e até culpada) por vir antes do tempo.

A engenheira informática admite que entre a tomada de consciência e a modificação de crenças limitadoras – “fabricadas pela criança que há em nós” – há uma distância razoável: “Converso comigo mesma e, sempre que me dou conta de estar a respirar rápido demais, paro e procuro relaxar; não é um processo automático, leva tempo, mas vale imenso a pena.”

As técnicas respiratórias conscientes – que são, de resto, parte dos ensinamentos e práticas do yoga – podem proporcionar estados mais harmoniosos e fluidos. Reaprender a respirar é, em certo sentido, retomar o leme da vida que se tem e criar pensamentos transformadores (e pela positiva), ao ponto de sentir-se em paz consigo e com os outros. Ao ponto de acreditar que, afinal, a vida é mesmo bela.

Rebirthing em análise
Em que casos se recomenda?
Problemas neonatais, partos prematuros e induzidos (por químicos, fórceps ou cesariana), problemas ou acidentes sofridos pela mãe durante a gravidez, complicações pré-natais (cordão enrolado, posicionamento inadequado). Casos de ansiedade e stress.

Que benefícios pode trazer
(reprogramação de memórias/crenças)?
Clareza mental, relacionamentos sãos, substituição de crenças e pensamentos negativos por outros mais construtivos; maior disponibilidade para gerir desafios; estados de humor equilibrados.

O que diz a ciência?
Não está provado se as memórias do nascimento podem ser recuperadas; se o nascimento é um acontecimento traumático. Existem provas de que o feto capta e processa estímulos no meio intra-uterino.
Para mais informações: www.ser.com.pt













Anunciar on-line | Assinaturas | Contactos | Notícias por RSS | Promoções | Serviços Móveis Record | Serviços Móveis CM
ADSL.XL | Classificados | Emprego | Directórios | Jogos | Horóscopo| Tempo

Copyright ©. Todos os direitos reservados. É expressamente proíbida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Edirevistas, S.A. , uma empresa Cofina Media - Grupo Cofina.
Consulte as condições legais de utilização.