|

| Numa altura em que ainda estamos a tentar livrar-nos da chuva deste Inverno, em Nova York já se definiram as tendências do próximo. |
Por Carolina Carvalho
A semana da Moda de Nova York chegou a Bryant Park no dia 11 de Fevereiro, montou a tenda e deslumbrou uma plateia recheada de figuras de referência da, do espectáculo e da sociedade durante oito preenchidos dias.
Os criadores e as suas colecções
 |

OS CLÁSSICOS E COLOSSAIS. Calvin Klein e Donna Karan optaram pela sofisticação em preto. Michael Kors e Carolina Herrera apostaram em peles para transmitir a ideia de luxo. Diane Von Furstenberg fê-lo através de uma colecção dinâmica. Vera Wang recorreu ao jogo de texturas.
OS ETERNOS FIÉIS ÀS ORIGENS DA MARCA. Halston não abandounou os seus drapeados. Hervé Leger, pela mão de Max Azria, apresentou mais uma colecção na sua maioria de mini-vestidos coleantes e sensuais em preto e tons neutros. Para a sua marca Max Azria revelou-se menos arrojado pela simplicidade de cores e linhas. Oscar de la Renta encheu a passarela com cores fortes. Ralph Lauren manteve-se fiel às curvas femininas e às cores escuras, não faltaram padrões floridos em tecidos esvoaçantes. Tommy Hilfiger não decepcionou com o seu básico chic.
OS JOVENS E IRREVERENTES. Jeremy Scott apostou numa paleta de preto, amarelo e cinza e num jogo de silhuetas. Thakoon jogou com volumetrias e texturas. Proenza Schouler apelou a vertiginosos pares de pernas. Rodarte acentuou os tons crus e brincou com padrões. Zac Posen prima pelos tons sóbrios e electrizantes pinceladas de um vermelho arrojado. Marc Jacobs apresentou tons secos, escuros e pouco brilho, tal como Marc by Marc Jacobs. Victoria Beckham apresentou vestidos feitos à sua imagem, femininos, bem cortados e formais.
 |
Na primeira fila
 |
Cada vez mais a front row (primeira fila) de um desfile é tão importante como a colecção apresentada, pois o perfil das pessoas aí sentadas define a importância da marca no mercado, o seu conceito e o seu público-alvo. A equipa de moda da Vogue americana sublinha os desfiles mais relevantes.
Os bloggers são presenças coloridas e jovens que se vão acentuando. A pequena Tavi Gevinson, blogger de apenas treze anos, começa a ser uma presença notada pela sua característia figura. As estrelas de cinema e televisão dividem acento e protagonismo com carismáticas figuras da imprensa de moda e generalista mundial. Os fotógrafos de moda aparecem sozinhos ou acompanhados pelas suas musas, deixando-se conhecer pela sua imagem e não apenas pelo seu trabalho.
Na passerelle, alguns levam os seus modelos pela primeira vez carregados de sonhos e esperanças. É o caso dos finalistas do programam Project Runway. Chegar a Bryant Park tem-se revelado o grande objectivo dos concorrentes, por ser a montra do seu trabalho para o mundo.
Desfile solidario
No âmbito desta semana da moda Naomi Campbell organizou um desfile de caridade sob o nome Fashion For Relief para apoiar as vítimas do Haiti. Na passarela várias modelos e celebridades como Daphne Guinness e Kelly Osbourn desfilaram peças de diferentes criadores.A apresentação deste espectáculo apoiado pela American Express Card ficou a cargo de Sarah Ferguson. As peças desfiladas vão estar à venda no site www.net-a-porter.com a partir do dia 5 de Março. No final várias modelos usaram peças de Alexander McQueen numa homenagem ao recentemente falecido criador.
Nova casa
Em 1993 os desfiles nova iorquinos foram centrados num só lugar, duas tendas na New York Public Library em Bryant Park. Começaram por ser quarenta e dois desfiles, nesta última edição três tendas quase não são suficientes para sessenta e cinco desfiles. Alguns criadores optaram por realizar os seus desfiles fora das tendas, em locais específicos.
Na próxima edição de Setembro as tendas trocam Bryant Park por Damrosch Park. No ano em que comemora cinquenta anos o Lincoln Center vai receber a semana da moda de Nova York com grandes expecativas e um novo fôlego. |
|

|
|
 |