Assinar Revista | PDA
Newsletter
Directório:  Acessórios | Beleza | Calçado | Vestuário | Marcas | Vestuário

  Home
  Moda
  Especial
  Tendências
  Shopping
  Shows
  Moda em notícia
  Crónica
  Directório de Lojas
  Beleza
  Tendências
  Shopping
  Noticias
  Mulher & Carreira
  Sociedade
  Intimidade
  Celebridades
  Saúde
  Corpo e Alma
  Saúde em notícia
  Canal Nutrição
  Família
  Estrela do Mês
  Dossiers
  Fala-se de...
 As nossas escolhas
  Lazer
  Livros
  Cinema
  Música
  Palcos & Artes
  Vídeo/DVD
  Espaços Abertos
  Decoração
  Directório de Lojas
  Casas e Interiores
  Especiais
  Horóscopo
  Correio
  Fórum
  Actualidade
  Beleza
  Moda
  Contactos
  Notícias por RSS
  Jogue on-line
  Acção
  Desporto
  Plataformas
  Puzzle
  Shoot´Em Up
  Máxima PDA
Pesquisar

 
Subscrever Máxima




INTIMIDADE

Moderno e glamouroso, seduziu milhares de casais no ano passado. Porque permite anunciar a felicidade, porque se tornou a consagração do casal e do sentimento amoroso, o casamento está hoje mais na moda do que nunca.
POR PASCALE WATTIER E OLIVIER PICARD

1. A concorrência agrada-lhe
O casamento ganhou a batalha da imagem em 2009 e está bem equipado para enfrentar a concorrência.Tendo-se tornado mais tardio (31,3 anos para os homens e 29,3 anos para as mulheres), mais reflectido e mais livre, possui agora um brilho excepcional, quando ainda não há muito tempo representava o cinzento de uma instituição conformista.

Casar – assim o mostram todas as sondagens de opinião – é agora muito mais sedutor.
Por um lado, a aventura, o compromisso, até o risco.

Por outro, simples papéis que já nada têm de revolucionário. O casamento faz sonhar e é novo. De uma obrigação passou a ser um desejo.


2. A crise beneficia-o
As suas acções estão em queda? A sua empresa prepara um plano social? O seu poder de compra está suspenso? Talvez seja o momento ideal para se refugiar na tranquilizadora bolha do casamento, antídoto da angústia do desemprego e da violência do momento actual. Uma promessa de eternidade, no século do efémero e da incerteza. Ainda ontem, o casamento fazia medo: com o aumento da esperança de vida, julgávamos que era para a vida toda. Hoje a sua solidez de duração indeterminada seduz. Porque a ideia de solidariedade, que parecia tão fria e tão resignada no enunciado que dela fazia Portalis, o pai do Código Civil napoleónico (“O casamento é carregar em conjunto o peso da vida”), foi consideravelmente reavaliada. Um casamento é uma equipa! Capaz de resistir a tudo, mesmo aos pecadilhos. A sombra do divórcio já não arrefece os candidatos ao “amor para sempre”. O casamento já não é considerado uma prisão... mas um quadro protector, que oferece a melhor segurança jurídica em caso de tempestade.


3. O “sexualmente conjugal” está na moda
No imaginário colectivo, o casamento era o terror de uma rotina sexual tão insípida que era preciso sonhar “apimentá-la”. Hoje, ele é o espaço de todas as experiências: com o companheiro de uma vida pode ir-se muito mais longe do que com os amantes de passagem. Exigir tudo, tentar tudo, ousar tudo. Aliás, os casais casados fazem amor com muito mais frequência do que os outros: nas sondagens sobre o seu comportamento sexual, a contabilidade das suas relações sexuais é a mais elevada (oito por mês), o mesmo acontecendo com o seu índice de satisfação que oscila entre 78 e 95 por cento! As mulheres casadas livraram-se dos velhos modelos de desigualdade: tomam iniciativa, reivindicam prazer, exprimem as suas expectativas e iniciam os cônjuges naquilo que elas gostam. Quanto à sexualidade dos mais velhos, é uma grande conquista dos últimos 15 anos. O tempo da Sida incita a um novo erotismo no lar, sob o edredão conjugal ou noutro lado. “Só a segurança permite uma sexualidade inventiva”, atesta o sexólogo Jacques Waynberg. Será que ela estimula a audácia e o fogo? Hoje em dia já não há tabus sob o tecto conjugal: a revolução sexual já passou por aí. As páginas das revistas – cujas rubricas desmistificaram os comportamentos e libertaram o desejo, a palavra, as fantasias, as práticas – também.

Desta forma a fidelidade deixou de ser uma penitência. Já não é sinónimo de enfado. Melhor ainda, tem um potencial insuspeitado: “Aprendeu- -se a erotizá-la”, afirma categoricamente o professor Willy Pasini.


4. Os rituais ficam-lhe bem
Os nossos anos 2000 adoram rituais, sejam eles profanos ou religiosos. “Depois de terem sido desprezados pelos intelectuais durante um século como se fossem um espectáculo vazio de sentido, são hoje um must social que corresponde a uma forte necessidade de simbolização”, considera a socióloga Martine Segalen. Líder incontestado do sector, o casamento – com séculos de experiência – possui uma enorme colecção de acessórios. A missa solene, os sermões, as alianças, a boda à antiga, as tradições locais, a despedida de solteiro... ou de solteira, sem esquecer o vestido só para aquele dia, é claramente vintage! Contra todas as expectativas, todos estes atributos de um cerimonial obsoleto de que a geração de 68 troçava e queria mandar pela janela tornaramse modernos. Intimamente ligada à história de todas as civilizações, a encenação nupcial é tanto mais reabilitada quanto mais marcar um momento festivo, alegre, positivo.

Envolvido por uma mística intacta que oscila entre o folclore e a solenidade, possui o poder raro de sublimar um momento único da vida.


5. Televisão e cinema também aderiram!
Êxitos de bilheteira e séries de culto também o destacam. O casamento de sucesso é o tema romântico redescoberto e reinventado por Hollywood. Os filmes em torno do casamento multiplicam-se com uma receita segura: passa-se sempre qualquer coisa em casa do casal. E muita coisa inesperada.

Na televisão, em séries como a Anatomia de Grey, o casamento é intensidade garantida. O mesmo se passa em Nip/Tuck: este casal continua a ser o modelo de referência. E na chick lit (histórias de mulheres), os percalços antes, durante e depois da cerimónia fazem séria concorrência aos episódios da vida agitada da trintona solteira.


6. É glamour ultra
É rock, é moderno, é gente famosa! Nicolas e Carla, Jamel e Mélissa, Tony e Eva... As revistas são loucas por casamentos de celebridades. E mesmo que não se apareça numa delas, há sempre as fotografias e o DVD pelo profissional contratado para a ocasião. A ilusão de ser, ao menos por um dia, a heroína! E de ter os 15 minutos de fama prometidos por Andy Warhol. No século da imagem, é o tempo dos noivos superstars, um sonho democrático, pois está ao alcance de todos... Na panóplia da mulher radiosa que conduz lado a lado a sua carreira e a sua vida pessoal, é um acessório indispensável, ao nível da it bag.


7. É o tipo da autopromoção
Melhor ainda do que um blog! O casamento tornou-se uma forma de expressão. Ou a arte de levar à cena a vida, as escolhas, o sucesso. Hoje a felicidade anuncia-se, e a cerimónia é posta em cena por produtores aclamados, exigentes e stressados. A duração dos preparativos para o grande dia ultrapassa... 18 meses, em média. Com a exigência: ser original. Para os mais desafogados, a era dos wedding planers está apenas a começar. Os outros consolam-se lembrando-se de que o do it yourself também está na moda.


8. É uma consagração romântica
O casamento fundador do casal, dominante nos anos 50, caiu no esquecimento.

Dá-se lugar ao casamento-consagração: cada vez com mais frequência chega um bebé antes da boda – muitas vezes participa nela – e já poucos se chocam com isso. Se antes era obrigatório para criar uma família, o casamento libertou-se do desejo de ter filhos. Hoje em dia ele engrandece uma relação amorosa já comprovada pelo tempo e pela parentalidade.

As pessoas colocam-se onde querem no cursor da vida, cada vez mais frequentemente depois da segunda gravidez e às vezes ao fim de 15 ou 20 anos... É essa liberdade um pouco selvagem que lhe empresta um perfil romântico que não tinha e o veste com uma nova sedução.

PASCALE WATTIER E OLIVIER PICARD SÃO OS AUTORES DE MARIAGE, SEXE ET TRADITION (EDIÇÕES PLON).













Anunciar on-line | Assinaturas | Contactos | Notícias por RSS | Promoções | Serviços Móveis Record | Serviços Móveis CM
ADSL.XL | Classificados | Emprego | Directórios | Jogos | Horóscopo| Tempo

Copyright ©. Todos os direitos reservados. É expressamente proíbida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Edirevistas, S.A. , uma empresa Cofina Media - Grupo Cofina.
Consulte as condições legais de utilização.