Assinar Revista | PDA
Newsletter
Directório:  Acessórios | Beleza | Calçado | Vestuário | Marcas | Vestuário

  Home
  Moda
  Especial
  Tendências
  Shopping
  Shows
  Moda em notícia
  Crónica
  Directório de Lojas
  Beleza
  Tendências
  Shopping
  Noticias
  Mulher & Carreira
  Sociedade
  Intimidade
  Celebridades
  Saúde
  Corpo e Alma
  Saúde em notícia
  Canal Nutrição
  Família
  Estrela do Mês
  Dossiers
  Fala-se de...
 As nossas escolhas
  Lazer
  Livros
  Cinema
  Música
  Palcos & Artes
  Vídeo/DVD
  Espaços Abertos
  Decoração
  Directório de Lojas
  Casas e Interiores
  Especiais
  Horóscopo
  Correio
  Fórum
  Actualidade
  Beleza
  Moda
  Contactos
  Notícias por RSS
  Jogue on-line
  Acção
  Desporto
  Plataformas
  Puzzle
  Shoot´Em Up
  Máxima PDA
Pesquisar

 
Subscrever Máxima




INTIMIDADE

Ano novo, vida nova. Recomeçar depois de uma separação nem sempre é fácil. Mas qualquer fim é também uma oportunidade para começar de novo, fazer diferente e reinventar o amor.

Por Edite Espadinha
Recomeçar não significa começar do ponto em que se terminou determinada etapa. Recomeçar é, literalmente, começar de novo. Para isso, é preciso ser-se outro. Para isso é preciso “renascer”. Uma nova vida, aberta a um novo amor, pressupõe, portanto, largar a velha e caduca ordem de hábitos, crenças, mágoas, medos. Mais do que palavras e boas intenções, o importante é agir e afinar o passo com coração.

Curar as feridas.  São quase inevitáveis a mágoa e as marcas de uma relação que chegou ao fim. É legítimo sentir tristeza, mágoa ou até raiva. O que não é justo é achar que o próximo homem a entrar nas nossas vidas terá como missão reparar o estrago ou restaurar a crença no amor feliz. Se assim fosse, as relações seriam apenas isso: paliativos e cuidados de enfermagem. É preciso deixar o passado passar. Perdoar não é esquecer. Perdoar é deixar ir. Perdoe a si e ao outro o que foi feito, dito, vivido. Foi o que foi, foi como foi. É tempo de seguir em frente.
 
Sair das trincheiras. O medo de voltar a sofrer uma decepção é, normalmente, a via rápida em direcção a uma trincheira pessoal. Construída sob os auspícios do realismo, as trincheiras são valas onde se conserva a ideia de que o amor é uma ilusão, que confiar é a maior asneira do mundo e que, portanto, o melhor é manter-se protegida. As trincheiras são edifícios de cinismo, onde se alimenta a falsa ideia que manter reservas é uma salvaguarda contra a decepção. A grande ironia é que não há trincheiras capazes de nos proteger da tristeza sem, simultaneamente, nos privarem do prazer de viver intensamente, de coração aberto.   

  Fazer amor. Fazer amor é mais do que uma expressão associada à sexualidade. Fazer amor significa fabricar amor, conceber, criar amor. Na cama ou fora dela, os amantes fazem amor, porque criam esta energia extraordinária. Ou seja, o amor faz-se. Melhor: cada um de nós é co-criador do amor que deseja para a sua própria vida. Como afirma Humberto Maturana, o investigador chileno da Neurobiologia, autor da teoria Biologia do Amor, o “amor não é um fenómeno biológico eventual nem especial, é um fenómeno biológico quotidiano”. Isto é, o amor não é um produto raro. Somos fazedores dele e estamos implicados neste processo.
   
Assumir responsabilidades. Quando nos perguntam quais os nossos principais defeitos, quase sempre, respondemos como misses num concurso de beleza. Somos generosas de mais, ingénuas de mais, francas de mais, etc. Enfim, não temos defeitos, apenas qualidades em excesso. Esta tendência para nos colocarmos como vítimas ou heroínas das nossas histórias é uma fuga à responsabilidade. Assumir responsabilidades nada tem que ver com cultivar culpas. Tem que ver, isso sim, com a noção de que as nossas escolhas, sentimentos e respostas nos pertencem e que ninguém nos obrigou a viver tal como vivemos e a reagir como reagimos.

Dar e receber. É frequente cair na tentação de dizer: “Dei mais do que recebi.” É um caminho inútil. Na verdade, demos o que tínhamos para dar e recebemos o que tínhamos para receber. Depois, racionar o que se tem para dar só porque paira o receio de não receber a justa medida é contraproducente. Não é deixando de dar que se vai receber mais. Também não é deixando de dar que se evita a sensação de “desperdício”. Até porque não é o que damos que nos coloca em défice, mas a expectativa do que queremos receber. Seja clara a dar e a pedir. Não espere que o outro adivinhe o que precisa, nem faça cálculos sobre o que dá. No amor, dá-se o que se tem. Ponto.

Viver o presente. Quando se começa uma nova relação, é quase impossível não criar expectativas. Mas uma coisa é sonhar, outra é apegar-se ao sonho. Somos a única espécie que é capaz de sonhar acordado e imaginar futuros, o que pode ser tão saboroso quanto aterrador. Seja como for, uma coisa é certa: não é real. Real é este instante. Reconheça que as suas expectativas são suas, mas não deixe de responsabilizar e confrontar o outro, caso ele contribua para a sua criação. Ser realista não é igual a deixar de sonhar ou temer o futuro, é tornar-se refém de um futuro imaginado. Ser realista é permanecer neste instante, real, e vivê-lo completamente.

Renascer como quem nasce. E voltamos ao princípio, ao começar de novo, nova em folha. Todos os seres vivos se renovam. Se não fosse assim, não crescíamos nem sobreviveríamos. Ao nível celular, estamos sempre a ser renovados. De alguma forma, falta-nos, frequentemente, replicar essa sabedoria que já reside em nós. Largar o que está caduco, sejam ideias feitas, ressentimentos ou medo, a verdade é que é preciso deixar ir o que se esgotou, para dar espaço ao novo. Se deseja um novo amor, é justo que esteja renovada para o receber. De coração aberto, de olhos limpos, de alma lavada, abrace cada recomeço como o princípio de uma nova vida e seja feliz.


Abrir o jogo. Ou melhor: abrir o coração. O compromisso com a verdade, frequentemente confundido com “expor-se”, não vive grandes dias. Mas, como escreveu William Shakespeare, em Hamlet, “sê honesto contigo próprio, e daí seguir-se-á tão seguramente como a noite se segue ao dia, que não poderás ser falso para com os outros”. Ninguém quer uma relação assente em mentiras.

Abrir o jogo, abrir o coração, é o primeiro passo. Sabemos que a honestidade não é um antídoto contra a falsidade alheia. Mas não é possível prevenir a mentira dos outros, apenas as nossas. Seja, sobretudo, honesta consigo. A força de uma pessoa não reside na sua habilidade para jogar, mas na coragem para ser tal como é.













Anunciar on-line | Assinaturas | Contactos | Notícias por RSS | Promoções | Serviços Móveis Record | Serviços Móveis CM
ADSL.XL | Classificados | Emprego | Directórios | Jogos | Horóscopo| Tempo

Copyright ©. Todos os direitos reservados. É expressamente proíbida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Edirevistas, S.A. , uma empresa Cofina Media - Grupo Cofina.
Consulte as condições legais de utilização.